Coventry
I Se de fato me buscas, me verás logo antes do crepúsculo, refletido em portas de prata em montes de aço e sílica, em arcos de metal Nas profundezas: nas pupilas de outros que sequer te sabem vivo e sabem ainda menos de mim Se, por ventura, nos adivinharem, também se irá a memória de nós no reluzir seguinte de uma luz qualquer, no alerta de um telefone, no girar vertiginoso da rocha suspensa no negro caudaloso do vácuo. II E quando me encontrar Será como testemunhar Apenas o desgaste nas pedras De anos de caminhada Uma breve beleza que se esvaiu E, enquanto durava, era menos beleza e mais lida, andanças, procura Um detalhe, um arabesco Num canto de madeira Como prova de anos de avanços Décadas de retrocesso Crescimento, labor Um entalhe seco Numa esquina deserta Num domingo de sol III E ainda que ínfima, Apesar das bombas Do Blitzkrieg, do relâmpago dos tempos e da ind...






